
Honda e Ashirase lançam sapatos para apoiar invisuais
O mundo do empreendedorismo, que nos últimos anos tem tido grande destaque mediático, pode, quando equilibrado e direcionado também para boas causas, ajudar a resolver grandes problemas sociais. A tecnologia e a inovação são especialmente úteis para apoiar todos os que enfrentam barreiras ou dificuldades de maior complexidade no seu quotidiano, como os portadores de deficiência ou de qualquer tipo de necessidade especial.
Assim, a fabricante de carros Honda lançou uma nova startup, a Ashirase, que se dedicou a criar um sistema de navegação em sapatos, com intuito de auxiliar as pessoas com alguma deficiência visual, permitindo-lhes deslocarem-se mais facilmente em locais públicos. Estes sapatos são o primeiro resultado do programa ‘Ignition’, promovido pela Honda, que tinha sido recentemente apresentado com o intuito de ajudar os seus funcionários a comercializar ideias para novos produtos de consumo.
Entretanto, a Ashirase desenvolveu um sistema de sensores que são inseridos nos sapatos e podem enviar instruções de caminhada ao utilizador, através da ligação com smartphones. O produto usa bases vibratórias flexíveis, que podem ser inseridas nos sapatos e que “avisam” em relação à existência de curvas ou de semáforos, por exemplo. A previsão divulgada pela Honda é a de que a nova solução chegue ao mercado em outubro de 2022.

Como funciona?
O dispositivo é colocado na parte de cima do sapato. De seguida, é necessário conectá-lo à aplicação da Ashirase no smartphone, através de tecnologia bluetooth, para que o dispositivo identifique o utilizador e o GPS e consiga fornecer os alertas de que ele precisa. Quando quem estiver a usar tiver de seguir em linha reta, a “palmilha especial” do sapato vibra na ponta do pé. E quando a pessoa se aproximar de uma curva, o sapato vai vibrar, de outra forma, para avisá-lo.
O fundador da Ashirase, Wataru Chino, explicou que foi um acidente sofrido por um dos membros da sua família que o motivou a tomar a iniciativa de criar o seu próprio negócio. “Tenho a certeza de que nos vamos dedicar ao máximo para realizar o sonho de tornar a mobilidade mais fácil para pessoas com deficiência visual”, afirmou.
Por enquanto, o projeto Ashirase, que funciona sobretudo com ténis, ainda não tem a funcionalidade desenvolvida para espaços fechados e ainda não é capaz de descodificar mapas no modo offline.
A empresa pretende atingir um público-alvo de cerca de 12 milhões de pessoas que, a nível global, sofram de baixa visão. Inicialmente, a aposta será em 1,45 milhões de pessoas no Japão. Em termos de valor, esta solução terá um modelo de assinatura, que deverá custar entre 18 e 27 dólares, além do custo de aquisição do dispositivo, ainda sem cotação.
Existem outras soluções semelhantes no mercado, através de diversas aplicações como Aira, Seeing AI, Eye-D, Ubook ou CPqD Alcance. Também a gigante sul-coreana, Samsung, criou há alguns anos uma aplicação destinada ao mesmo público, o Rélúm, que funcionava em conjunto com o Gear VR, um sistema de óculos de realidade virtual da mesma marca.
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