
Cães de Assistência: ajuda e amizade preciosas todos os dias
Os cães de assistência são uma ajuda inestimável para muitas pessoas que sofrem de deficiência visual, entre alguns outros tipos de incapacidade. Há cães-guia já treinados em Portugal, desde 1999. A realidade portuguesa tem evoluído nos últimos anos.
Há uma associação sem fins lucrativos em Portugal, a Ânimas, que cede gratuitamente cães treinados para apoiarem quem, por algum motivo, tem um atestado médico de incapacidade multiusos. Pode ser uma pessoa com demência, uma criança com autismo, alguém com artrite reumatoide ou quem vive em cadeira de rodas, por exemplo.
Há inúmeros potenciais beneficiários, mas sendo uma IPSS, sem fins lucrativos, que trabalha com voluntários, só consegue treinar à volta de uma dezena de cães por ano.
Os responsáveis pela associação explicam, em entrevista, que têm de passar à frente quem mais pode beneficiar e que, por vezes, lhes são pedidos cães para apoio emocional, pedido a que não podem responder. “Tem de ser alguém legalmente incapacitado, senão é um animal de companhia”, como afirma Abílio Leite, o presidente da Ânimas, a Associação Portuguesa para a Intervenção com Animais de Ajuda Social.
A associação, com sede no Porto, é uma escola. Treina cães de forma a poderem ser auxiliares de vida de pessoas que não têm total autonomia devido a problemas físicos ou mentais. Ao mesmo tempo também dá cursos e apoia investigação nesta área.
Neste serviço, os cães são “cedidos” às pessoas. Se por algum motivo o “beneficiário” não puder manter o animal por algum período, a associação reassume sempre esse papel, garantindo o bem-estar do mesmo.

Cães de assistência já têm certificado digital
Os 32 cães de assistência no ativo em Portugal possuem, desde o início de 2022, uma identidade digital que foi criada para eliminar as fraudes em torno destes animais.
“Com as falsas acreditações de cães de assistência e licenças de acesso público em ascensão, a Assistance Dogs International (ADI) [uma das associações internacionais do setor] desenvolveu um cartão de identificação digital, através de uma aplicação. Isto permitirá aos seus cães e beneficiários acreditados uma identificação rápida, fácil e a acreditação verificada, tendo esta medida entrado em vigor a nível mundial no primeiro dia deste ano. A Associação Ânimas é a única entidade acreditada pela ADI em Portugal.
O presidente daquela associação explica que o novo ID digital, serve para “identificar as Duplas de Cães de Assistência, a equipa técnica e as ‘Duplas’ em Intervenções Assistidas por Animais”, situação que “traz enormes vantagens para quem quiser, por exemplo, viajar”.
A Escola de Mortágua
Mais outro exemplo da situação dos cães-guia em Portugal é Mortágua, o único concelho do país que tem uma Escola de Cães Guia para invisuais, desde 1995, e que se quer distinguir pela diferença, enquanto concelho com preocupações inclusivas.
A este propósito houve, já no mês de março, uma participação especial desta Escola de Cães Guia da Associação Beira Aguieira na Bolsa de Turismo de Lisboa. Para falar de turismo inclusivo, e desta situação, esteve Rodrigo Santos, presidente da ACAPO (Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal), que afirmou que, por cá, ainda estamos “a anos-luz de outros países, não só no que respeita à inclusão no turismo, mas na vivência do dia a dia”. Rodrigo Santos esteve sempre na companhia de Linux, um dos 250 cães guia já treinados na Escola de Mortágua.
Cães-guia…até nas Olimpíadas!
A ligação estreita e amorosa do homem com o animal, e mais ainda de quem tem necessidades especiais, é evidente. A amizade, fidelidade e apoio incondicional dos amigos de 4 patas que são treinados para ajudar, não tem limites, e chega a múltiplas dimensões da vida humana.
Mais um exemplo mediático, recente, é a área do desporto, onde um cão chegou ao pódio dos Jogos Paralímpicos de Inverno, em Pequim, na China, ao lado da sua tutora, a paratleta austríaca Carina Edlinger. Riley é o cão-guia de Carina, vencedora da medalha de olho da modalidade de esqui ‘cross country’.
É comum ver cães-guia dentro da comunidade paralímpica, uma vez que eles acompanham os atletas cegos e amblíopes no dia a dia.
No entanto, há ainda vários países a restringir a entrada de animais, como o Japão, que proibiu os cães-guia nas Paralimpíadas de Tóquio.
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