Inclusão social para idosos: um dilema europeu

Inclusão social para idosos: um dilema europeu

Em comparação com os países do resto do mundo, a Europa tem os melhores níveis de proteção social e ocupa um lugar de destaque em termos de qualidade de vida e bem-estar. No entanto, tal como Portugal – que tem um sério problema demográfico e é um dos países mais envelhecidos da Europa, e do planeta – o velho continente enfrenta uma vasta gama de desafios complexos nesta área, problemas que exigirão respostas enérgicas nos próximos anos.

As baixas taxas de natalidade e o envelhecimento da população são um desafio à sustentabilidade dos sistemas da segurança social. Mas o que é facto é que a sociedade não se conseguirá equilibrar enquanto os seus mais velhos não tiverem à disposição todas as condições de dignidade, nomeadamente apoios ao envelhecimento ativo e ao combate à solidão – questões que, aliás, pioraram e se tornaram ainda mais evidentes com a pandemia.

 

A qualidade de vida da pessoa idosa

Um aspeto diretamente associado à visão de envelhecimento ativo é a qualidade de vida da pessoa idosa. Segundo a Organização Mundial de Saúde, (OMS), à medida que um indivíduo envelhece, a sua qualidade de vida é fortemente influenciada pela sua habilidade de manter a autonomia e a independência. A OMS salienta ainda a amplitude do conceito de qualidade de vida, pois este incorpora de uma forma complexa a saúde física do indivíduo, o seu estado psicológico, o seu nível de dependência, as suas relações sociais, as suas crenças e a relação com as características do contexto onde está inserido.

Entre as respostas a esta situação está o apoio de família, amigos e comunidade vizinha, centros de dia, lares, universidades sénior, associações culturais e recreativas, juntas de freguesia, instituições ligadas ao turismo sénior e acessível, ONGs, entre outras.

As respostas sociais públicas atualmente em Portugal

As respostas sociais visam assegurar a prevenção e reparação das situações de carência e dependência, assegurando especial proteção aos grupos mais vulneráveis, designadamente das pessoas idosas em situação de dependência ou de carência económica ou social e podem ser desenvolvidas pelo Estado, pelas autarquias e por instituições privadas sem fins lucrativos. São elas:

Centro de Convívio

Resposta social que consiste no apoio a atividades sociais, recreativas e culturais, organizadas e dinamizadas com participação ativa das pessoas idosas, residentes numa determinada comunidade. Pretende:

  • Prevenir a solidão e o isolamento;
  • Incentivar a participação e inclusão dos idosos na vida social local;
  • Fomentar as relações interpessoais e entre as gerações;
  • Contribuir para retardar ou evitar ao máximo o internamento em instituições.

Centro de Dia

Resposta social que consiste num conjunto de serviços que contribuem para a manutenção no seu meio social e familiar, das pessoas com 65 e mais anos que precisem dos serviços prestados pelo Centro de Dia. Visa:

  • Assegurar a prestação de cuidados e serviços adequados à satisfação das necessidades e expectativas do utilizador;
  • Prevenir situações de dependência e promover a autonomia;
  • Promover as relações pessoais e entre as gerações;
  • Favorecer a permanência da pessoa idosa no seu meio habitual de vida;
  • Contribuir para retardar ou evitar ao máximo o internamento em instituições;
  • Promover estratégias de desenvolvimento da autoestima, da autonomia, da funcionalidade e da independência pessoal e social do utilizador.

Centro de Noite

Resposta social que funciona em equipamento de acolhimento noturno, dirigido a pessoas idosas com autonomia que, durante o dia permaneçam no seu domicílio e que por vivenciarem situações de solidão, isolamento e insegurança, necessitam de acompanhamento durante a noite. O seu objetivo é:

  • Acolher durante a noite pessoas com autonomia;
  • Assegurar o bem-estar e segurança do utilizador;
  • Fomentar a permanência do utilizador no seu meio habitual de vida.

 

Estruturas Residenciais

  • Resposta social que consiste em alojamento coletivo, de utilização temporária ou permanente, para idosos;
  • Proporcionar serviços permanentes e adequados à problemática biopsicossocial das pessoas idosas;
  • Contribuir para a estimulação de um processo de envelhecimento ativo;
  • Criar condições que permitam preservar e incentivar a relação intrafamiliar;
  • Potenciar a integração social.

 

Onde obter informação sobre estas respostas?

  • Atendimento telefónico da Segurança Social

300 502 502 (dias úteis, das 9h às 18h);

  • Lista de respostas sociais;
  • Portal da Segurança Social;
  • Santa Casa da Misericórdia de Lisboa;
  • Serviços de atendimento da Segurança Social.

 

Alcura

 

Projeto Ser +Vizinh@: um programa local de Vila Nova de Gaia

A Câmara de Vila Nova de Gaia criou o projeto Ser+Vizinh@ para combater o isolamento e a solidão dos idosos, que foi testado na freguesia de Oliveira do Douro até ao final de 2021.

O Ser+Vizinh@, que funciona com voluntários, tem como objetivos combater o isolamento da população idosa, diminuir o risco e promover a inclusão social, numa lógica de trabalho em rede com a população local, explicou a autarquia.

Neste âmbito a autarquia pretendeu sinalizar situações de vulnerabilidade e perigo, envolvendo os serviços sociais de Vila Nova de Gaia, a Junta de Freguesia, a Câmara Municipal e o Instituto da Segurança Social para se encontrar uma solução adequada a cada caso.

“Com este projeto, pretende-se, assim, contribuir para um reforço da empatia e do cuidar do outro, promovendo a solidariedade na comunidade e reforçando os laços entre vizinhos”, explicaram os responsáveis locais.

A cada voluntário (inscritos na Bolsa de Voluntariado do Município) é atribuído um pequeno grupo de pessoas idosas para permitir criar uma relação de confiança e estabilidade.

A estes cabe-lhes fazer visitas, verificar o bem-estar e situações de emergência da pessoa idosa (económica, social ou alimentar), reportar alterações no bem-estar e situações de emergência ao coordenador-voluntário, participar em reuniões de grupo e colaborar na realização de dias/atividades lúdicas.

Por sua vez, o coordenador-voluntário reporta todas as situações à Divisão de Ação Social e Voluntariado (DASV), articulando-se sempre com as entidades e serviços competentes, tais como serviços municipais, forças de polícia, Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), juntas de freguesia e entidades de saúde.

Numa fase posterior, o município pretende que o projeto seja implementado noutras freguesias.

O concelho de Vila Nova de Gaia tem 52.201 pessoas com mais de 65 anos de idade.

Segundo a PORDATA (Base de Dados [Estatísticos] de Portugal Contemporâneo), Gaia é o quarto concelho mais envelhecido de Portugal, mas está a 56 lugares de ser o município português com menor índice de dependência de pessoas idosas.

 

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