Sono e idosos: o que muda com o envelhecimento?

importância do sono
importância do sono

A importância do Sono: o sono é um estado que todos nós sentimos e do qual necessitamos para a nossa sobrevivência. Caracteriza-se por uma necessidade fisiológica, que tem como funções biológicas a restauração do organismo e a conservação da energia, permitindo o nosso equilíbrio físico e emocional, por isso é importante que ele seja entendido e respeitado.

A privação deste processo vital afeta as diversas funções do sistema nervoso central, estando associada a progressiva falência dos processos orgânicos e comportamentais. Deste modo, crê-se que a principal função do sono seja restabelecer o balanço natural entre os centros neuronais e outros sistemas biológicos, promovendo o equilíbrio físico, mental e emocional essencial ao funcionamento diário ótimo.

O que acontece com o avançar da idade?

Diversos mecanismos têm sido apontados como responsáveis pelas alterações do ciclo sono-vigília decorrentes do envelhecimento, nomeadamente a alteração do ritmo circadiano (como também é conhecido), que faz as pessoas mais idosas adormecer e despertar mais cedo. Com a idade, destaca-se também a presença de comorbilidades (outras patologias e condições de saúde) que perturbam o sono. A partir dos 50/60 anos as pessoas tendem a estar menos tempo nas fases mais profundas do sono, e mais tempo nas fases mais leves, tendo um sono mais fragmentado. As pessoas mais idosas tendem ainda a ter uma menor exposição à luz natural, sobretudo as que vivem em lares. Todos estes fatores levam a mais distúrbios do sono e menor qualidade de vida.

Mitos em torno do sono nos idosos

As alterações do sono decorrem dos processos de envelhecimento, mas não quer dizer com isso que os idosos precisem de dormir muito menos que um adulto, entre 6 a 8 horas. Pelo contrário, é ideal apoiá-los para arranjar estratégias que os ajudem a regular o sono, de modo a que a sua saúde global seja o menos possível afetada.

Sintomas de privação de sono:
  • Sonolência durante o dia
  • Dificuldades de Memória e Concentração
  • Irritabilidade
  • Sintomas depressivos
  • Confusão
Outras questões que podem afetar o sono (e face às quais deve consultar o médico):
  • Diabetes;
  • Insuficiência Cardíaca;
  • Doença de Parkinson;
  • Refluxo gastroesofágico;
  • Insónia;
  • Ressonar e apneia do sono;
  • Síndrome das pernas irrequietas;
  • Depressão;
  • Efeitos secundários de medicação (que obrigam a pessoa a ir à casa de banho com frequência: efeito diurético);
  • Dor muscular e articular, tipo artrite;
  • No caso de demências, o ‘relógio biológico’ do cérebro fica descontrolado;
Estratégias para uma melhor higiene do sono:
  • Apanhar mais luz natural para ajudar a regular o ciclo do sono;
  • Como a melatonina, hormona responsável pelo sono, diminui com a idade, recorrer a suplementos quando aconselhados por um profissional de saúde;
  • Fazer fototerapia: recorrer à exposição a uma luz artificial especial, em quantidade e horários adaptados à situação do doente:
  • Evitar bebidas estimulantes durante a tarde e noite;
  • Evitar bebidas alcoólicas, com especial importância na hora de deitar;
  • Deitar-se apenas quando tem sono, sem forçar o adormecimento;
  • Levantar-se sempre à mesma hora, mesmo quando dormiu pior;
  • Quando possível, usar a cama apenas para dormir;
  • Apanhar luz durante o dia, mantendo atividades no exterior como caminhadas;
  • Fazer refeições leves de noite, mas não se deitar com fome (ingerir algo leve);
  • Manter níveis ótimos de temperatura e luz no quarto.

A má qualidade do sono torna-se um problema de saúde pública, sendo que em Portugal há já vários estudos que apontam para uma população com défices de sono severos. No caso dos cidadãos seniores, a má qualidade do sono pode ter consequências graves ao nível da saúde física e mental. No que diz respeito à saúde física, a má qualidade de sono pode comprometer e enfraquecer o sistema imunitário. Em termos de saúde mental, a má qualidade de sono pode contribuir para o aumento da ansiedade, depressão ou stress, o que pode servir também de gatilho a outras patologias.

No caso de demências, os problemas de sono ou a agitação durante a noite são uma fase frequente, que pode passar. Muitas pessoas com demência dormem mais nas fases mais avançadas da doença. No entanto, nas fases com mais distúrbios, é fundamental que tanto o doente, como o cuidador, consigam dormir as horas de sono adequadas, o que nem sempre acontece.

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