Proteger a população idosa do calor

proteger pessoas idosas calor
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11 dicas para enfrentar o calor

A capacidade de ajustamento fisiológico que ocorre nos adultos jovens quando são expostos a temperaturas elevadas ou baixas diminui à medida que ocorre o processo de envelhecimento, promovendo uma diminuição da resposta do idoso às temperaturas extremas. Esta disfunção resulta na incapacidade de adaptação ao chamado ‘stress térmico’, tornando-se muito fácil a desidratação. Temperaturas acima do normal, por exemplo, induzem uma redução da quantidade de água intravascular por sudação. Falamos aqui de estratégias para ajudar os mais velhos a protegerem-se do calor.

 

Cuidados a ter em vagas de calor:

  • Geralmente, os idosos têm muita relutância em beber líquidos, pelo que devem ser incentivados a tal;
  • Esteja frequentemente com o idoso e, caso não seja possível, peça a um vizinho, a um familiar ou a um serviço de apoio domiciliário para monitorizar o seu estado;
  • Hidratação é fundamental: toda a gente deve beber diariamente pelo menos 1 litro e meio de água, infusões de ervas, refrescos sem açúcar ou sopas;
  • Deve manter-se dentro de casa ou em locais frescos ou com ar condicionado ou ventoinhas, controlando o nível de frio. Se tiver de sair à rua nas horas de maior calor, proteja-se com um chapéu ou lenço e protetor solar;
  • Em casa, durante o dia (e sem ar condicionado), abra as janelas e mantenha as persianas fechadas, de modo a permitir a circulação de ar. Durante a noite abra bem as janelas para que o ar circule e a casa arrefeça;
  • Para o calor a roupa deve ser leve, de algodão e de cores claras. Evitar usar vestuário com fibras sintéticas ou lã, pois provocam muita transpiração, podendo levar à desidratação. Se for exposição ao sol direta, para proteger a pele deve usar roupa leve e larga, mas que cubra totalmente braços e pernas, como calças e camisa/camisola de mangas compridas, com tecidos densos (sem buracos e não porosos), mas, neste caso, se a roupa for mais escura protege melhor a pele.
  • Deve evitar-se estar de pé durante muito tempo, especialmente em filas e ao sol;
  • Se for à praia/campo, faça-o nas primeiras horas da manhã ou ao fim do dia. Mantenha-se à sombra, use chapéu, óculos escuros e cremes de proteção solar;
  • Viaje de preferência a horas de menos calor e leve sempre consigo água ou outros líquidos em quantidades suficientes. A menos que o transporte tenha ar condicionado, nunca viaje com as janelas totalmente fechadas;
  • Evite qualquer atividade que exija esforço físico;
  • As refeições devem ser ligeiras (sopas frias ou tépidas, saladas, legumes e hortaliças cozidas e fruta da época; evitando comida processada, picante ou álcool). Deve comer-se poucas quantidades, mas várias vezes ao dia;

Os idosos mais atingidos pelo calor são habitualmente:

  • Idosos com antecedentes clínicos de problemas renais;
  • Idosos com antecedentes clínicos de problemas respiratórios;
  • Idosos obesos;
  • Idosos com problemas cardiorrespiratórios;
  • Idosos com medicação diurética que podem causar e agravar uma desidratação;

Idosos com demências devem ser especialmente monitorizados, porque devido à natureza da doença podem ignorar sintomas como a desidratação e a temperatura corporal excessiva. Também utentes seniores com diabetes têm menos sensibilidade e poderão ignorar estes sintomas.

Este fenómeno ocorre quando o sistema de controlo de temperatura do corpo deixa de trabalhar, e por isso, deixa de produzir suor para equilibrar o arrefecimento do corpo.

Os seus principais sintomas são a pele seca e vermelha, pulsação rápida, tonturas, náuseas, perda total ou parcial da consciência e elevada temperatura corporal.

O que fazer perante um golpe de calor?

Se ocorrer uma situação destas com uma pessoa idosa, deverá:

  • Levar o idoso para um local fresco;
    • Colocar toalhas húmidas no corpo da pessoa;
    • Elevar a cabeça do idoso;
    • Pedir auxílio médico;

É de notar que, apesar dos cuidados rigorosos com o calor e o sol, todos precisamos de sol para sintetizar a vitamina D, por exemplo. Nos casos de pessoas com exposição solar muito limitada (ex.: quando acamadas ou internadas em cuidados continuados de longa duração) ou com problemas de absorção intestinal, a necessidade de fazer análises e recorrer à suplementação deverá ser analisada pelo médico.

A partir dos 65 anos a capacidade de síntese da vitamina D pela pele é de apenas 25% face à de um jovem adulto saudável, pelo que a Organização Mundial de Saúde aconselha suplementação.

Nos casos em que é possível e seguro, é importante para a saúde haver alguma exposição solar, sempre acompanhada de medidas preventivas, como chapéu, óculos, roupa adequada, creme protetor e zonas de sombra.

 

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