
Estima-se que exista aproximadamente 70 milhões de pessoas surdas no mundo. Isso merece que voltemos a nossa atenção, pelo menos uma vez por ano, à forma como a Língua Gestual é importante, e como permite a comunicação e o relacionamento com o próximo.
O Dia Nacional da Língua Gestual Portuguesa celebra-se anualmente a 15 de novembro. Com esta data pretende-se elevar estes códigos ao patamar de relevância e de conhecimento das línguas faladas. Serve também esta data para promover o conhecimento das línguas gestuais de todo o mundo.
Neste 15 de novembro, impõe-se a pergunta. De que maneira o desenvolvimento e o aperfeiçoamento das línguas gestuais são um sinal de uma sociedade que se esforça pela inclusão?
Dos primórdios ao reconhecimento oficial
Os primórdios da língua gestual portuguesa remontam ao século XIX quando, sob o reinado de D. João VI, foi criada a primeira escola portuguesa para educação de surdos.
Mais de um século depois, foi em 1997 que a Língua Gestual Portuguesa foi reconhecida na Constituição Portuguesa da República como uma das três línguas oficiais do nosso país (16 anos mais tarde do que na Suécia, e 10 anos mais cedo do que em Espanha).
Língua gestual ou línguas gestuais?
Não existe uma língua gestual universal. Existem, sim, muitas variantes. Podem até mesmo existir várias línguas gestuais no seio de um mesmo país. Por exemplo, na Bélgica, existe uma língua para a parte flamenga e outra para a parte francófona do país. Cada língua gestual tem a sua própria gramática e sintaxe.
Por isso, este meio de comunicação deve ser concebido sob o ângulo da pluralidade, entendendo a diversidade de sistemas e de códigos linguísticos.
Um convite à aprendizagem
Talvez por sinal dos tempos, tem vindo a notar-se, à escala mundial, um crescente interesse em alimentar o conhecimento das línguas gestuais. Como reflexo desse interesse, tem se multiplicado a oferta de formações, mais ou menos académias, dedicadas às línguas gestuais.
Emergem licenciaturas em Língua Gestual Portuguesa, em Tradução e Interpretação em Língua Gestual em universidades nacionais, mas não só. Surgem também, cada vez mais, plataformas online para aprender línguas gestuais. Um caminho positivo para o reconhecimento e inclusão.
A inovação ao serviço da inclusão
Se a data que celebramos hoje serve para colocar a língua gestuais a par das línguas faladas, já há também quem, por conta própria, mobilize o seu saber para fomentar essa missão. É o caso, por exemplo, de Priyanjali Gupta. Esta estudante indiana de Engenharia Informática recorreu à sua aprendizagem académica para desenvolver um modelo de inteligência artificial que traduz a Língua Gestual Americana para Inglês em direto.
Talvez um pequeno passo para Priyanjali Gupta, certamente um grande passo para o reconhecimento das línguas gestuais e para a inclusão.
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